Mal expressada ou um ato incompreendido,
O casal "se estranha" e passa a se tratar de forma ríspida.
A doçura do amor que havia é tranca no calabouço
Da intransigência e a agressividade é libertada.
Onde bastaria uma simples reconsideração
Para amainar os ânimos ergue-se
Uma parede quase intransponível.
E, afinal, que lucro traz essa postura do casal?
É certo, em verdade, que a agressividade
É um manancial de prejuízos.
Quando o amor sofre "pancadas" da ira momentânea,
além da ruptura do sentimento,
O patrimônio do casal entra em declínio.
Saber entender, pois, um ao outro,
É possível, imprescindível e um multiplicador
De afetos e de bons frutos.
Abrir o coração para a amistosidade.
Conversar em tom severo e cordial,
Desculpar e ser desculpado são formas
De se chegar a um consenso e assim restabelecer
O entendimento e reavivar o amor.
Para que isso ocorra há que um ao outro ceder,
Mesmo a contragosto, afinal,
Quando um abaixa a guarda o outro não ergue a espada !
(Inácio Dantas)